À direita, havia um homem deitado, quieto, doentio. Seus olhos tomavam para si a cor dos campos que Luca vira, adornados por graves olheiras amareladas em sua pele diamante; Seus lábios eram como rubi, quebrados com diversos pontos sangrentos, misturando o líquido rubro aos seus dentes que estavam à mostra, num fluxo incessante.
À esquerda, havia uma mulher; ela se contorcia e gritava, o som de sua risada compilada ao grito de horror assustava-o. Seus olhos lápis-lazúli representavam luxúria e horror, fundidos num só. Toda sua pele clara estava com graves ferimentos, alguns cobertos, outros abertos às moscas. Tentava dizer algo, mas apenas ruídos raivosos e envenenados chegavam à fora.
Compreenda o texto acima:
O rosto de Ofélia chegava a parecer-lhe angelical. Estava calmo; com todas as feições outrora cruéis, descansadas.
Conforme os sonhos a abrangiam em seus longos braços maternos, seus lábios trocavam de cor mais uma vez: Uma espécie salmão, compilada com alguma outra cor. Luca não sabia pôr em palavras o que se formava em sua mente, limpando-a temporariamente de todos os véus da maldade que criavam um breu em tudo o que acreditava.
“Compilado com tudo o que há de bom… Bondade…” – Sibilou para si próprio, tentando explicar o que via em sua tia; com suas pupilas levemente dilatadas, dando ao seu olhar um brilho especial.
O campo a sua volta serpenteava num verde, agora tomado pela escuridão da noite.
Um vento cálido vinha se adensando à sua volta, tornando impossível notar qualquer presença. Também tornando impossível discernir o certo do errado, impossibilitando-o de dormir, como Ofélia fazia.
Ônagro de subpensamentos:
E os glóbulos negros não me fitavam. Dançavam pelo chão, pela folha, pelas mãos.
As palavras que me eram sibiladas tremiam mas rogavam algo. E seus glóbulos não me fitavam mas eu sabia que caso o fizessem, corroborariam.
Seus cachos se desenrolavam pela face, tocavam-na asperamente. Talvez abrigassem o temor.
Mas seus devaneios ainda giravam, ainda gritavam de dentro. Se realizavam quando seus dentes tomavam seus lábios ferozmente, substituindo a raiva pela dor física.
E os glóbulos negros me fitavam, calados. Dançando por seu rosto, mantidos pelos fios ensanguentados, enquanto suas mãos desesperadas seguravam seu precioso, enquanto minha mão se tingia e escorregava por seu conteúdo.
E mesmo que nada visse ao redor, a repugnância ainda cantava em seus ouvidos, tão bela era…
Compreenda o texto acima:



Juliana Cruz. 14 anos (26/02/1997). Apaixonada por ler e escrever. Já tive um site dedicado à Miley Cyrus (MileyTeam.com) que teve seu fim em 2010. Adora estudar. Palavra favorita: 'Farfalhando' (Conjugado mesmo).

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