Rustling

À direita, havia um homem deitado, quieto, doentio. Seus olhos tomavam para si a cor dos campos que Luca vira, adornados por graves olheiras amareladas em sua pele diamante; Seus lábios eram como rubi, quebrados com diversos pontos sangrentos, misturando o líquido rubro aos seus dentes que estavam à mostra, num fluxo incessante.

À esquerda, havia uma mulher; ela se contorcia e gritava, o som de sua risada compilada ao grito de horror assustava-o. Seus olhos lápis-lazúli representavam luxúria e horror, fundidos num só. Toda sua pele clara estava com graves ferimentos, alguns cobertos, outros abertos às moscas. Tentava dizer algo, mas apenas ruídos raivosos e envenenados chegavam à fora.

Compreenda o texto acima:

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Juliana Cruz 05.05.12 Comentários

O rosto de Ofélia chegava a parecer-lhe angelical. Estava calmo; com todas as feições outrora cruéis, descansadas.

Conforme os sonhos a abrangiam em seus longos braços maternos, seus lábios trocavam de cor mais uma vez: Uma espécie salmão, compilada com alguma outra cor. Luca não sabia pôr em palavras o que se formava em sua mente, limpando-a temporariamente de todos os véus da maldade que criavam um breu em tudo o que acreditava.

“Compilado com tudo o que há de bom… Bondade…” – Sibilou para si próprio, tentando explicar o que via em sua tia; com suas pupilas levemente dilatadas, dando ao seu olhar um brilho especial.

O campo a sua volta serpenteava num verde, agora tomado pela escuridão da noite.

Um vento cálido vinha se adensando à sua volta, tornando impossível notar qualquer presença. Também tornando impossível discernir o certo do errado, impossibilitando-o de dormir, como Ofélia fazia.

Ônagro de subpensamentos:

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Juliana Cruz 14.04.12 7 Comentários

E os glóbulos negros não me fitavam. Dançavam pelo chão, pela folha, pelas mãos.

As palavras que me eram sibiladas tremiam mas rogavam algo. E seus glóbulos não me fitavam mas eu sabia que caso o fizessem, corroborariam.

Seus cachos se desenrolavam pela face, tocavam-na asperamente. Talvez abrigassem o temor.

Mas seus devaneios ainda giravam, ainda gritavam de dentro. Se realizavam quando seus dentes tomavam seus lábios ferozmente, substituindo a raiva pela dor física.

E os glóbulos negros me fitavam, calados. Dançando por seu rosto, mantidos pelos fios ensanguentados, enquanto suas mãos desesperadas seguravam seu precioso, enquanto minha mão se tingia e escorregava por seu conteúdo.

E mesmo que nada visse ao redor, a repugnância ainda cantava em seus ouvidos, tão bela era…

Compreenda o texto acima:

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Juliana Cruz 26.03.12 8 Comentários


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